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Entre o património arquitectónico civil da freguesia conta-se a elegante ponte dos caminhos de ferro, com vários arcos redondos de cantaria.No monte por cima da Casa da Torre, existe uma estância castreja (castro), comprovadamente romanizada, possuía muralhas e era servida por estrada lajeada (estrada romana) proveniente de Ancede, descendo depois à margem do Douro, num local abrigado e de fácil acostagem de embarcações, o qual mereceu o topónimo "Portomanso".

Estância castreja (castro):

Designação: Porto Manso
Tipo de Sítio: Povoado Fortificado
Período/Notas: Idade do Ferro
Topónimo: Porto Manso
Divisão Administrativa: Porto/Baião/Ribadouro
Descrição:
Povoado localiza-se no topo de um monte bastante escarpado, na zona de confluência dos rios Ovil e Douro. No lado E do povoado existe um fosso de grandes dimensões e uma muralha (de pedras em adiantado estado de degradação) integrados no complexo defensivo do castro. É ainda visível uma grande quantidade de fragmentos cerâmicos num corte do terreno que se encontra nas imediações do povoado.


Referências Bibliográficas: O Minho Pitoresco/1987
Materiais para o inventário arqueológico do concelho de Baião/Portugália/1908



Ponte do rio Ovil
 
Igreja de Sto António

Estrada lajeada (estrada romana)

Vias romanas no norte de Portugal

Nos inícios do sec. II d.C., o império romano atingiu a sua máxima dimensão. O domínio do norte de Portugal já tinha sido assegurado desde os inícios do reinado do Imperador Augusto, cerca de 25 A.C. a coesão económica, politica e social de um império tão vasto muito se ficou a dever, entre outros factores, a uma densa e complexa rede viária.
As mais importantes vias que atravessam o Norte de Portugal eram as que ligavam as principais cidades, sobretudo as capitais de província.
Bracara Augusta (Braga), capital da Calaecia, estava ligada por terra a Olissipo (Lisboa), Lucus Augusti (Lugo), Asturica Augusta (Astorga) e Emérita Augusta (Mérida).
É uma parte do trajecto desta ultima via, ligando As capitais da Calaecia (a Norte do Douro) e da Lusitânia (a Sul do mesmo rio), que hoje podemos observar em Porto Manso.


Ponte romana submersa
 

Porto Manso: um importante travessia do Douro no itinerário romano Bracara Augusta ( Braga) Emérita Augusta ( Mérida)

Porto Manso foi, nos tempos do império romano, há cerca de dois mil anos, um importante ponto de travessia do Douro, local de passagem de uma via que unia duas capitais provinciais, Barcara Augusta (Braga) e Emérita Augusta (Mérida).
Esta via terá sido construída no sec. II d. C. e continuou em uso até à pouca dezenas de anos, pelo que o seu pavimento foi sendo renovado ao longo dos séculos.
Como todas as principais estradas do império também esta era ladeada por marcos milenários colunas graníticas que os romanos utilizavam para marcar as milhas percorridas, as quais ostentavam também inscrições em honra do imperador responsável pela sua construção ou reparação. Dois desses marcos, pretencen6tes a esta estrada, foram encontrados, há alguns anos em Soalhães e em Carreirinha (Gôve).
Porto Manso é um dos locais onde melhor se conservou este velho itinerário, o qual até à constituição da freguesia de Ribadouro, já no nosso século, era a principal via de acesso à zona de Ancêde.
São ainda visíveis em alguns pontos deste trajecto as marcas do seu uso como percurso de celebrações religiosas, como procissões ou funerais, que das margens do Douro se dirigiam à igreja que era então sede de paróquia: o Mosteiro de Ancêde. Uma das bases dos cruzeiros que marcavam os passos da Via-sacra e uma das pedras que assinalavam as paragens das procissões fúnebres ao longo deste íngreme percurso são disso bons exemplos.
A abertura de novas estradas levou ao abandono, nas últimas décadas, da antiga via romana, por outro lado a abertura de alguns novos troços paralelos à própria via, os quais visará tornar o percurso mais rectilíneo e facilitar o transito automóvel permitiram o crescimento da densa vegetação sobre o leito da antiga via, o que acelerou a sua degradação e contribui para que quase caísse no esquecimento.

Os trabalhos de limpeza, recuperação e valorização deste importante testemunho histórico permitiram trazer de novo à luz do dia o lajeado do percurso original.
O trajecto da antiga via romana, ao contrário dosa caminhos mais recentes, permitia vencer o acentuado declive das vertentes viradas ao rio Ovil através de uma sucessão de curvas em zig-zag até atingir as zonas mais planas – a Norte do povoado castre de porto Manso – a partir das quais se tornava mais rectilíneo.
Ao longo deste percurso, merece particular atenção o povoado fortificado proto-histórico que nos inícios da nossa era se estabeleceu do ponto de vista mais elevado deste monte. Rodeado de muralhas e fossos defensivos, o castro de porto manso tem adquirido particular importância estratégica por ser ponto de passagem obrigatório para todos os que, na época romana utilizavam a importante estrada que o circundava. O visitante poderá ainda observar algumas dezenas de espécies vegetais a maior parte das quais fazem parte da flora autóctone desta região, que são o testemunho vivo de uma cobertura vegetal cada vez mais ameaçada pela intensa transformação da paisagem pelo homem.

Espécies vegetais existentes ao longo da via romana de Porto Manso:

Amieiro (Alnus glutinosa (L.) Gaerner)
Bordo /Pau Ferro (Avcer Negundo L.)
Carvalho (Quercus robur L.)
Cedro do Buçaco (Cupressus lusitanica Miller)
Codeço (Adenocarpus complicatus(L) gay)
Freixo (Fraxinus angustifolia Vahl)
Giesta Branca (Cytisus multiflorus (L’Her.) Sweet)
Gista negra / Maia (Cytisus scoroparius (L.) link.
Gilbardeira (Ruscus aculeatus L.)
Hera (Hedera helix L.)
Madressilva (Lonicera etrusca G. Santi)
Magnólia (Magnólia grandiflora L.)
Mimosa (acácia dealbata Link)
Pinheiro Bravo (pinus pnaster Sol. In Aiton)
Pilriteiro / Espinheiro Alvar (Crataegus monogyna Jacq)
Pseudotsuga (Pseudotsuga menziesse (Mirbel) Franco)
Rosa Silvestre (Rosa canina L.)
Rosmaninho (Lavanda stoechas L.)
Sanguinho (Frangula alnus Miller)
Sargaço (Cistus monspeliensis L.)
Sicómoro / Acer branco (Acer pseudoplatanus L.)
Sobreiro (Querqus suber L.)
Tojo arnal (Ulex europeus L.)
Tojo Mole (Ulex minor Roth)
Trovisco (Daphe Gnidium L.)
Urze Branca (Erica arbórea L.)
Urze vermelha (Eriça multiflora L.)